quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Homenagens Parte 4: Pier Paolo Pasolini




Pier Paolo Pasolini era um artista solitário. Antes de ficar famoso como cineasta tinha sido poeta e novelista. Entre seus livros mais conhecidos estão Meninos da Vida, Uma Vida Violenta e Petróleo (livro).
De porte atlético e estatura média, Pasolini usava óculos com lentes muito grossas, realizou estudos para filmes sobre a Índia, a Palestina e sobre a Oréstia, de Ésquilo, que pretendia filmar na África (
Apontamento para uma Oréstia Africana). Era homossexual assumido.
Seus filmes são muito conhecidos por criticarem a estrutura do governo italiano (na época fortemente ligado à igreja católica), que promovia a alienação e hábitos conservadores na sociedade. Além disso, seu cinema foi marcado por uma constante ligação com o arcaísmo prevalecente no homerm moderno.
Prova disso é a obra
Teorema (Filme), em que um índividuo entra na vida de uma família e a desustrutura por inteiro (cada membro da familia representa uma instituição da sociedade).
Dirigiu os filmes da Trilogia da Vida com conteúdo erótico e político: Il Decameron, I Raconti di Canterbury e Il fiore delle mille e una notte. Pasolini, em um determinado momento da sua vida, renegou esses filmes, afirmando que eles foram apropriados erroneamente pela insdústria cultural, que os classificava como pornográficos.
Essa trilogia foi filmada na
Etiópia, Índia, Irã, Nepal e Iêmen. Os filmes eram mal dublados em italiano. Pelo conteúdo pretensamente classificado como erótico, foi proibido nos Estados Unidos e só foi exibido na década de 80. No Brasil só foi exibido após a abertura política.
Gostava de trabalhar com atores amadores e do povo.
Foi assassinado em 1975, seu corpo tinha o rosto desfigurado e foi encontrado em uma praia tranquila em
Ostia. Os motivos de seu assassinato continuam gerando polêmica até hoje, sendo associados a crime político ou um mero latrocínio. O cineasta foi assassinado por um garoto de programa, que segundo as autoridades italianas, tinha o intuito de assaltá-lo. Porém existe um estudo bem minucioso de âmbito acadêmico, que ostenta a questão do crime político.


"Hóspede Despercebido" , Paulo Leminski

"Deixei alguém nesta salaque muito se distinguia
de alguém que ninguém se chamava,quando eu desaparecia.
Comigo se assemelhava,mas só na superfície.
Bem lá no fundo, eu, palavra,não passava de um pastiche.
Uns restos, uns traços, um dia,meus tios, minhas mães e meus pais
me chamarem de volta pra dentro,eu ainda não volte jamais.
Mas ali, logo ali, nesse espaço,lá se vai, exemplo de mim,
algo, alguém, mil pedaços,meio início, meio a meio, sem fim."

Beijando Klimt...

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de Julho de 1862 - Viena, 6 de Fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco.

Homenagens Parte 3: Franz Kafka

A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e que abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkanianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior
Mais jovens foram ficando os amores de Honoré até chegar a este A Bela Junie (La Belle Personne, 2008). A moça de 16 anos que dá nome ao filme, interpretada pela lânguida Léa Seydoux, acaba de chegar a um novo colégio, no meio do ano letivo, depois da morte de sua mãe. Ali rapidamente se enturma com os amigos de seu primo, fica com um deles, e vira objeto de afeição do professor de italiano, Nemours (Louis Garrel).
Não só mais jovens, como também foram ficando mais intensos e impetuosos. Uma sinopse como a acima não dá conta de traduzir o arrebatamento de Nemours diante da beleza desarmada e fértil de Junie - e desde o momento operístico na aula de italiano em que o professor pousou os olhos sobre a aluna a paixão foi imediata. Não convém detalhar aqui o que acontece em seguida; sabemos do que paixões imediatas são capazes
.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Bukowski...Misto Quente


Texto 1


Noite Alta. Desce Ladeira. Escuridão.Asfalto Molhado.Lua Cheia.Vento no cabelo.Tragando cigarro.Carlton.Um carro aparece.Farol. Buzina.Confusão...

Troca de Olhares.De Palavras.Propostas.Sujeiras.Desejo.

Canibalismo.Ambição.Necessidade.Dúvida. (s_) ???